MINICURSOS

Pesquisa Etnográfica na Área de Segurança

Ministrante: Prof. Dra. Susana Durão (Unicamp)
Data/horário: 12 de junho, das 09 às 12hs30
Local: Sala 102 do CLCH

O método etnográfico ocupa um papel de destaque nas pesquisas sobre segurança. A etnografia está na base das pesquisas seminais que originaram o campo dos police studies nos Estados Unidos em meados do século XX. Desde então a etnografia se estabeleceu como uma técnica importante para estudar as demais instituições do Sistema de Justiça Criminal. Nas últimas décadas os estudos etnográficos foram ampliados e alcançaram provedores de segurança que operam fora do campo estatal. Esse minicurso discutirá a contribuição da etnografia para a compreensão do modo como provedores de segurança estatais e não-estatais percebem e experimentam suas práticas de segurança e suas interações com outros provedores e tomadores de serviços dentro dos contextos sociais, históricos e nacionais onde atuam. Serão discutidas tanto as potencialidades da pesquisa etnográfica para o entendimento das questões teóricas relacionadas à governança da segurança por múltiplos atores quanto os desafios do trabalho de campo com provedores de segurança.

Minicurso Análise de Redes Sociais na Área de Segurança

Ministrantes: Prof. Dr. Cleber da Silva Lopes (UEL), Me. Anderson A. Ferreira (LEGS) e Gabriel A. C. Patriarca (UEL)
Data/horário: 12 de junho, das 14 às 17hs30
Local: Sala 102 do CLCH

A Análise de Redes Sociais (Social Network Analysis) vem ganhando espaço na criminologia internacional para compreender fenômenos como organizações criminosas (dark networks) e redes de provisão de segurança (bright networks). Entretanto, essa abordagem tem sido pouco utilizada pelos cientistas sociais brasileiros que estudam violência, crime e segurança. O objetivo deste minicurso é apresentar os conceitos gerais e as potencialidades da ARS nos estudos sobre crime e segurança. Serão enfatizados os elementos básicos da análise de redes sociais, tais como sua ontologia, epistemologia e conceitos fundamentais; suas contribuições para a compreensão de dark networks e bright networks; e exemplos de uso dessa abordagem no âmbito da pesquisa “Redes que Protegem, Redes que Matam”.